sexta-feira, 19 de setembro de 2008

INBRED (Spain) (mais aqui... e ali)

Arlindo Pinto

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Trimurti - Os Três Rostos

Os ritmos divinos da Índia estiveram presentes no CCB. O Bharata-Natyam, dança em que linhas simétricas e geometricamente perfeitas se juntam a movimentos vivos, tendo como base os ritmos complexos do batimento dos pés, encantou quem assistiu. A esta técnica juntou-se o abhinaya, expressões do rosto acompanhadas de gestos das mãos e de posturas do corpo para interpretar os poemas e os hinos cantados.

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Paulo Martins

domingo, 24 de agosto de 2008

Juan Pinilla - Fábrica da Pólvora

Representa uma das revelações do jovem flamenco andaluso e ganhou o primeiro prémio no XLIV Concurso Nacional del Cante de las Minas de la Unión, o mais importante concurso espanhol flamenco. Um destaque muito importante para as bailarinas que cantaram e encantaram com a sua força e sensualidade.
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Paulo Martins

Um concerto...

São uma das bandas mais carismáticas da música portuguesa. Estiveram na Baía de Cascais, a propósito das Festas do Mar. Mais um concerto onde as fotografias puderam ser tiradas até à terceira música, em nome dos direitos da imagem. Por isso, a minha visão do que deveriam ser as fotos de todos estes concertos-terceira-foto. Em nome dos direitos de imagem (quem tiver um pouco de tempo, e dentro do módulo da escrita jornalística, pode ler aqui, um apontamento sobre isto).

Paulo Martins

sábado, 23 de agosto de 2008

Miguel Martins “Kaleidoscópio”

Este trio de formação variável, que conta com Carlos Barreto ou Carlos Bica no contrabaixo e José Salgueiro ou Markku Ounaskari na bateria, tem o propósito de despertar sensações no público e de introduzir problemáticas humanas a quem os ouve. Foi no CCB e integrado na programação do "Jazz às 5ª".

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Paulo Martins

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

L’Utopie

Encerraram o Festival dos Oceanos, na Doca dos Olivais. Dezoito artistas da companhia francesa trouxeram Um Novo Mundo, um espectáculo repleto de elementos cénicos e pirotécnicos, música e efeitos especiais. E relembrou-se Acqua Matrix, na Expo 98.
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Paulo Martins

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Que tal as férias?

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Paulo Martins

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Man and Unabled

@ Music Box

terça-feira, 29 de julho de 2008

Vou de férias - até Setembro!

Espero que ao regressar a malta do MEF de 2007-08 também regresse em força à CARTA FOTOGRÁFICA
Um abraço a todos

João Vasco

Outras vidas II...

Sim...? E depois...?
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Paulo Martins

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Outras vidas...

E ali esteve, a olhar para mim, calmamente, a ver a vida passar por ele e a forma como outros a procuravam captar. É um tigre. E está longe de casa. É da Sibéria.
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Paulo Martins

sábado, 26 de julho de 2008

Circo Diatónico – Fábrica da Pólvora

Grupo italiano onde os sopros e percussões, em volta do acordeão de Clara Graziano, nos leva numa funambulesca viagem musical entre a música popular italiana, balcânica, o jazz, evocando, ao mesmo tempo, a alegria da festa de aldeia e a magia do circo, com o arrepio dos acrobatas, a melancolia dos palhaços e a elegância do equilibrista.
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Paulo Martins

sexta-feira, 25 de julho de 2008

BILLY GIBBONS - ZZ TOP - SBSR PORTO

Arlindo Pinto

domingo, 20 de julho de 2008

Med´Set Orkestra - Fábrica da Pólvora

Este projecto nasceu do desejo conjunto do músico argelino Akim el Sikameya e do Festival Sete Sóis Sete Luas em dar nova vida à cultura mediterrânica que é comum a todos os povos deste mar… e mais forte do que todas as divisões políticas, utilizando a música. Deste projecto fazem parte Mara Aranda (Valência), Rita Botto (Sicília), Custodio Castelo (Portugal), Marco Fadda (Itália), Vasilis Papageorgiou (Epirus) e Ricardo Tesi (Toscana).
“Antes de ser português, andaluz, argelino, italiano, grego ou valenciano… nós somos mediterrâneos”.

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Paulo Martins

Simone de Oliveira

Foi na Feira do artesanato do Estoril, a mais antiga do país. Faz 44 anos este ano. Reúne todos os anos mais de uma centena de artesãos vindos de todas as regiões do país e do estrangeiro que trabalham ao vivo, modelando o barro, pintando azulejos, afagando a madeira, tecendo a lã ou o linho, exibindo as técnicas e instrumentos ancestrais.
Este evento inclui ainda espectáculos de danças folclóricas, música popular e fado, para além de poder saborear pratos da gastronomia regional portuguesa.
Desta vez, a sempre incansável Simone de Oliveira. Uma Senhora.

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Paulo Martins

domingo, 13 de julho de 2008

On Dixie, no Maxime

Este grupo é constituído pelos músicos Gil Gonçalves (tuba), John Fletcher (banjo), Pedro Carvalho (bateria), Eduardo Lála (trombone) e Jean Marc Charmier (trompete). Desta vez, a participação especial de Georgios Anamateros, no piano e voz. Uma noite quente com os sons originais dos primórdios do jazz, com um travo inconfundível do whisky americano!
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Paulo Martins

Feiras Medievais II

Sintra foi invadida por cavaleiros cristãos e muçulmanos. Por entre danças medievais, malabaristas e cuspidores de fogo, damas e cavaleiros, tendas árabes e música de outros tempos, voltou-se atrás no tempo para esquecer outras rotinas.
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Paulo Martins

sábado, 12 de julho de 2008

7 Sóis Orkestra, na Fábrica da Pólvora

Stefano Saletti propôs aos músicos que constituem este grupo a utilização do “Sabir”, uma antiga língua que os armadores, piratas e pescadores falavam nos portos do Mediterrâneo. Fazem parte Massimo Cusato (Calábria), Margarida Guerreiro(Portugal), Jamal Ouassini (Marrocos), Miguel Ramos (Andaluzia), Mário Rivera (Sicília) e Eyal Sela (Israel). Uma doce mistura de sons. Tempo para mais um intervalo.
(Mais fotos aqui)
Paulo Martins

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Carlos do Carmo na Festa do Fado

O meu blogue recebeu 30 000 visitas. Passem por lá em http://jvasco-fotografia.blogspot.com/ . Abraços.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Panos

Sempre gostei desta imagem e não sei bem porquê
Foto de João Vasco

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Na rota das feiras medievais

As feiras medievais estão de volta ao concelho de Sintra. Todos os fins-de-semana, uma diferente. Esta realizou-se no Largo da feira de S. Pedro. Entre malabaristas, cuspidores de fogo, comida medieval, chás árabes, esquece-se um pouco a voracidade do dia-a-dia. A próxima é no Largo do Palácio Nacional de Sintra, com torneios a cavalo. A visitar.
(Mais fotos aqui)
Paulo Martins

domingo, 6 de julho de 2008

Minas de S. Domingos

Toma Castaña, na Fábrica da Pólvora

O Festival “Sete Sóis Sete Luas” continua. Desta vez com Toma Castaña. O grupo foi fundado em 1999, sob a direcção de Joaquín Linera Cortês e é uma das realidades mais interessantes da nova geografia do flamenco andaluz. De realçar as maravilhosas “pinceladas” de baile “gitano” dos bailarinos(as) Kuki e Edu Fernandez. Um ritmo endiabrado acompanhado por vozes dolentes. Tempo para um intervalo.
(Mais fotos aqui)
Paulo Martins

domingo, 29 de junho de 2008

Mish-Mash, na Fábrica da Pólvora

Está de volta o Festival “Sete Sóis Sete Luas”. Vai ser o XVI Festival. Todas as sextas-feiras, num espaço fabuloso, a Fábrica da Pólvora. A música é a de todo o mundo.
A banda que abriu o Festival – Mish-Mash – propõe uma interpretação muito original de um conjunto de sons que habita o Mediterrâneo, o mundo médio-oriental e os países de leste. O repertório klezmer, as canções sefarditas e a antiga música persa são os grandes pilares desta inspiração. O nome do grupo vem por acaso, pois, em várias línguas mediterrânicas, significa “mistura”. É tempo de fazer um intervalo.
(Mais fotos aqui)
Paulo Martins

sábado, 28 de junho de 2008

REJECTEDS UNITED (see more)

Arlindo Pinto

Mr. Pica (see more)

ANTI-CLOCKWISE
Arlindo Pinto

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Jazz na Culturgest

Carlos Bica apresentou, no dia 21, na Culturgest, o seu mais recente trabalho, Matéria-Prima. Acompanharam-no, no piano, João Paulo, na guitarra, Mário Delgado, na bateria, João Lobo e no trompete, Matthias Schrief. Um concerto impressionante. Apeteceu-me passear de táxi nas noites de Nova Iorque. Ficam as palavras de Carlos Bica.
“Música é alegria e tristeza mas também é paz e revolta, a música tem dessas coisas porque o Agora não tem nome”.
(Mais fotos aqui)
Paulo Martins

domingo, 22 de junho de 2008

"Pulsação", de Susana Félix

No mês passado, Susana Félix apresentou o seu mais recente trabalho, Pulsação, no Maxime, em Lisboa. Reúne os temas que mais destaque têm tido na sua carreira. Estive lá e ficam algumas fotos.
Adivinhem quem lá estava também?
Paulo Martins

sábado, 24 de maio de 2008

Play Strindberg - Teatro na Casa de Teatro de Sintra

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Retalhos de uma viagem...

... a caminho...
...ficou no mar...
... memórias varridas... ... mas entre... entre!
... e contaram-se histórias de vidas perdidas e da esperança em outras.

Paulo Martins

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Litoral - S. Martinho do Porto

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ponte Vasco da Gama

terça-feira, 13 de maio de 2008

March of Metal Fest (CLICAR AQUI)

DAWNRIDER
Arlindo Pinto

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Rio Zêzere

sábado, 10 de maio de 2008

Million Dollar Lips

Banda de Cascais

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A Naifa

Confinada a um lugar, entretive-me a experimentar... (rimou)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

WPPD... (aqui)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Black Bombain

Rui

Down... (ver mais)

Phillip Anselmo
Arlindo Pinto

The Mons Lvnae

Célia Ramos

sábado, 3 de maio de 2008

Lisboa

Uma maneira de dizer olá!

domingo, 27 de abril de 2008

menir

relativamente próximo do cromeleque dos almendres, há este menir de isolado.

espectros

O Cromeleque dos Almendres é o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica e um dos mais importantes da Europa.

sem título - na verdade não precisa

esta é uma história que todos nós já conhecemos... melhor do que desejaríamos.

Descer a Avenida pelo sonho

No desfile do 25 de Abril em 2008
Lisboa - Av. da Liberdade
Foto de João Vasco

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Die Mannequin

Por estas e por outras é que eu adoro o Rock'n'Roll! Yessssss!
Arlindo Pinto

Os vizinhos

A vida que há nas casas dos outros não é diferente
daquela que diariamente existe na nossa. Para a vermos a decorrer com naturalidade
é preciso tembém fazer parte desse dia-a-dia, de o provocar e de o alimentar, deixamos de ser visitantes-de-ocasião que têm de ser recebidos com cerimonial que a etiqueta pede e a mais elementar regra (do faz de conta) da boa educação quando se recebe um estranho.O pano cai - somos presenteados com o extraordinário, que
afinal, reside no banal e que está reservado apenas à intimidade do lar.

domingo, 20 de abril de 2008

Presente de Jantar

Praça do Comércio - D. José I
Jorge AC Figueiredo

Módulo de Paisagem

Jorge AC Figueiredo

"Os Vizinhos"

Somos vizinhos devido à nossa condição, seja em Sesimbra ou Ranholas. A proximidade não nos trouxe companhia, nem tão pouco nos conhecemos, não falamos uns com os outros e mesmo que haja laços de familiaridade, o silêncio instalou-se. Pelo menos entre nós. Algumas vezes somos visitados, por aqueles que perpetuam a nossa memória e com os quais continuamos a viver. A nossa presença nestes locais, não passa de uma sombra efémera, enquanto dura a existência da concha vazia. Alguns de nós passam à condição de esquecidos e outros à de imortalizados. Aqui, como na sociedade, somos diferentes. Uns, têm direito a uma morada térrea (na maior parte dos casos não é definitiva), mais ou menos elegante, de acordo com o seu desejo ou às posses familiares e, outros, a residências aristocráticas, acima do solo, como se estivessem a fugir da destrutiva condição de sepultados. Existimos porque povoamos as emoções daqueles que nos acolheram. Dos que têm saudades, ou daqueles que crêem numa vida posterior. Os vivos que aqui entram, não nos encontram, são eles que nos trazem.
Jorge AC Figueiredo

"Hamlet, Heterónimos e Pessoa"

Jorge AC Figueiredo

Grande Formato versus 35mm

35mm
Grande formato
Jorge AC Figueiredo

sábado, 19 de abril de 2008

... sobre a paisagem...

Que tal um passeio?
Paulo Martins

terça-feira, 15 de abril de 2008

Wonderland Club

Esta menina é bonita, pois é?

sábado, 12 de abril de 2008

...palavra curiosa, esta...

ALOHA

Esta deve ser uma das palavras mais curiosas de entre as que existem. É da língua havaíana e significa, ao mesmo tempo, afecto, amor, paz, compaixão, adeus e olá. Por isso, deve ser uma das palavras mais bonitas do mundo, à qual juntaria a palavra saudade. Como que por magia, encontro duas palavras que traduzem muito o que me vai pela alma em relação a este curso, em relação ao que aprendi, em relação às pessoas que conheci, os novos amigos e a forma como cada um vê a realidade. Sempre a paixão, o amor, o afecto, a paz, o adeus e o olá. E a saudade também.

Fica, por isto, o meu muito obrigado a todos, que me permitiram crescer desta forma tão mágica e o forte desejo que aloha não passe a significar somente adeus mas principalmente olá.

ALOHA

Paulo Martins

sexta-feira, 11 de abril de 2008

até breve

É com grande prazer e até com algum orgulho que coloco
neste espaço, agora na qualidade de fotografo diplomado
pelo mef as imagens que por acaso cerca de metade são
do Max, daquilo que foi a última reunião oficial deste curso.
Quero fazer dois agradecimentos: para os formadores, que
não só são incansáveis como também são senhores de
invejável sabedoria na área que nos une e a todos os
colegas que me acompanharam até ao fim. Graças a voces,
pude aprender coisas que de outra forma e noutra circunstancia
não me poderia aperceber.
Nestas imagens, as primeiras sem marca de água neste
blog (creio) - tenho um desejo secreto que sejam roubadas e
colocadas aí numa revista cor-de-rosa para mostrar a todo o
Portugal como é que é o ambiente numa tasca à séria e vir
provar o bacalhau à brás do Capuchinho - sinto que nas pessoas
retratadas já não vejo estranhos-conhecidos que se revestem
com uma pele que me é familiar e que para além do óbvio só
existe nevoeiro... não, com estas reconheco ter passado um
período importante, no qual pude aprender, crescer e
amadurecer um pouco mais, no olhar e no entender do mundo
que me rodeia e saber que existe entre todos algum em comum,
que não deve ser esquecido nem perdido.
A todos um muito obrigado.
Adeus não digo, até breve!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Agradecimento

O MEF deixa aqui algumas palavras de agradecimento aos alunos e às alunas do Curso de Fotografia Aplicada 2007/08 que agora termina. Agradecimento que estende naturalmente aos formadores.

Acima de tudo... muito obrigado:

Obrigado pela força, pela crítica no momento certo, pelo carinho, pelo respeito, pela simpatia, pela entrega que sempre tiveram ao longo destes 7 meses.

Não temos qualquer dúvida que é devido à existência de alunos que partilham uma mesma paixão da forma que vocês a partilharam connosco, que o MEF poderá crescer enquanto movimento fotográfico.

Foi um prazer ter partilhado estes momentos com todos.

Obrigado.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Fotojornalismo - Os vizinhos

Antigas tradições e ofícios...
De férias em Luzio, a 15 km de Monção, percorro os pequenos caminhos que me separam dos meus vizinhos. Ir ao seu encontro é um desafio aliciante pois é mergulhar nas suas inúmeras tradições e ofícios. Esta pacata aldeia, situada em plena serra da Anta, com pouco mais de 150 habitantes, é um local aprazível para se contemplar a natureza e a cultura do Alto Minho. As pessoas, simples e acolhedoras, vivem essencialmente da agricultura e da pecuária. O meu vizinho tio Patrício, como é conhecido, é um dos poucos artesãos da aldeia. Um homem dos sete ofícios que conserva a arte de bem trabalhar a madeira. Na sua oficina não falta o velhinho compasso, o grampo, o esquadro, a grosa ou o broquim. Com muita calma e talento lá vai fazendo os pedidos que lhe chegam. O fim do Inverno rigoroso das terras altas e o início da Primavera marca este tempo da Páscoa. As minhas vizinhas, a tia Maria do Alfaiate e a tia Maria da Fervença, levam o gado a pastar. Umas vezes para os pastos mais perto de casa outras vezes para o alto da serra. Vive-se muito à volta do “lume”, ou lareira, onde o velho pote de água quente não pode faltar. Água que serve para cozinhar, lavar a louça ou depenar uma galinha para a ceia. Em casa da tia Maria do Piago encontramos também as velhas tradições do fumeiro, com os chouriços, paios e presuntos. O velhinho forno de cozer pão é nesta altura da Páscoa utilizado pelo Zé e pela Vitalina para confeccionar um dos pratos gastronómicos mais típicos desta região – O cabrito assado no forno. À mesa, no dia de Páscoa, nada pode faltar. Vale a pena conhecer as tradições do Alto Minho.
João Cláudio Fernandes

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Fotografia Documental - Cabrito à Monção

Mesa variada e farta é uma marca do Minho, especialmente em épocas de festas e romarias. E a Páscoa não foge à regra. Um dos pratos gastronómicos mais importantes do almoço de Páscoa é, sem dúvida, o Cabrito à Monção. A sua preparação e confecção são o segredo de tão belo e delicioso prato. O cabrito depois de morto fica durante uma noite a temperar em vinha d’ alho e na manhã seguinte é untado com pimentão doce, sal e banha. Num púcaro de barro é colocado o arroz com um molho de estrugido e açafrão. O segredo do arroz está em ser cozinhado com o cabrito, pois a gordura da carne passa para o arroz, dando-lhe um gosto apurado e único. Esta antiga tradição manda que este prato seja feito em forno de lenha, com porta untada a bosta de vaca. Fica aqui o registo deste momento por terras de Luzio, Monção.

João Cláudio Fernandes

Hamlets, Heterónimos, Pessoas... (clicar aqui)

Arlindo Pinto

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Fábrica de Material de Guerra - clicar aqui

Um dos edificios pertencente ao complexo industrial ao serviço das forças armadas ainda não recuperado, colocado em funcionamento em 1908 e desactivado na década de 90, servia na produção de centenas de milhares de armas, na sua maioria de infataria: espingardas automáticas, metralhadoras, revolveres e suas respectivas munições, chegando ainda à produção de morteiros. Grande parte da sua produção foi para o mercado externo, e um dos maiores clientes terá sido a Alemanha durante o início da década de trinta até meados da década seguinte terá colocado nos cofres do estado parte do ouro que alguns tanto gabam ter existido e o pico de produção do complexo, registou-se no final da década de cinquenta até setenta e quatro com a guerra colonial. No presente dia, este magnífico edificio de triste passado, cuja a arquitectura marca o período da revolução industrial, encontra-se para demolição afim de dar lugar a mais um projecto megalómano do arquitecto Renzo Piano. Em tudo antagónico, será uma forma de apagar o passado?

Fotografia documental

Broas.
É o nome de uma aldeia, no concelho de Sintra.
Dela não restam só as pedras. Há a alma de um povo que ali viveu que parece insistir em ali permanecer. Difícil de definir. Ainda se ouvem os risos, as conversas entre gente idosa e as preocupações em abandonar o espaço onde nasceram, viveram e quase morreram de tanto chorar no momento em que tiveram que partir. E os novos que não percebiam.
Broas. Uma aldeia com vida.
PM

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Paulo Martins

... ainda o teatro...

Aqui vão mais umas fotos sobre "Hamlet, Heterónimos e Pessoa".
Voltar a fotografar com a minha velhinha Yashica FX3 tem sido uma (re)descoberta muito curiosa. O filme é o Kodak 400TX, "puxado" a 800 ISO. O scanner não ajuda.
Fiquem bem.
Paulo Martins

domingo, 30 de março de 2008

Os meus vizinhos são números!

Num tempo em que as relações interpessoais estão em crise e a solidariedade é uma palavra vã, conhecemos os que estão fisicamente próximos, ou as relações de vizinhança não são mais do que conformismos soturnos, traduzidos nas saudações envergonhadas da saída e do regresso a casa?
Recordo com alguma nostalgia o tempo em que entrava e saía de casa dos meus pais sem ter que transportar comigo uma chave de casa. Não que a casa a não tivesse, mas pelo simples facto de que ela estava sempre no que local onde pertence e que lhe dá uso: a fechadura. Ao sol durante o dia, do lado do aconchego do lar, à noite. Da mesma forma recordo os serões em que os meus vizinhos vinham conviver com a minha família, e vice-versa, fosse verão, fosse Inverno, porque motivo de conversa havia sempre. As maleitas da horta ou o madraço do tempo. Ou, quem sabe, a doença da D. Alice que lhe tolhe os movimentos. Ou, porque não, o produto da caça à perdiz daquele dia e as habilidades do cão, a quem não há coelho que escape! Anos volvidos encontrei-me na cidade com as chaves de casa sempre no bolso. Habitando o mesmo espaço que outros tantos milhões de seres que se cruzam, que não se conhecem, que não querem conhecer-se, que se refugiam no seu habitáculo, preservados como se fugissem da peste bubónica de que parece todos padecem. São assim os meus vizinhos e, ainda que conheça o invólucro que os transporta, dia após dia, não sei quem são. O que fazem. Se são bons ou se são maus entes. Sei apenas que são, porque me cruzo com eles. Conheço bem, contudo, o número dos prédios onde residem. Bem, porque só tenho que saber que eles existem, sem vida, apenas identificativos de um local onde habitam seres vivos, tal como uma lápide que indica o local de um defunto. São números inanimados contendo outros números de criaturas vivas. E porque, inanimados, não têm vivências que interesse conhecer, ou possam fazer-me companhia, ao serão, falando da vida e das suas vicissitudes. Do que ambos almejamos na vida. Das nossas aventuras de bar ou de outras traquinices de juventude. Esses números eu conheço. São e é tudo.
Os meus vizinhos são números!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Hamlets, Heterónimos, Pessoas

os meu vizinhos - o título original

Existem vários tipos de vizinhos, geralmente, são permanentes ou transitários. Os que têm maior peso são os que coabitam na mesma zona que eu, em especial, os que partilham o mesmo número de porta ou paratmar, depois, há os que se deslocam ou vivem no mesmo sítio onde trabalho, por norma, são as pessoas com quem mais tempo passo. Parece não existir uma lei natural que relacione a proximidade de casa, com a facilicidade de aproximação a quem perto de mim vive, posso até constatar, que nas portas com a intimidade do lar, o vizinho me cumprimenta com pressa e com o mínimo exigido pelas regras dos bons costumes, fá-lo com o mesmo entusiasmo com que eu cumprimento alguém que nunca antes vi e que penso não voltar a ver. O mesmo parece já não acontecer, ou pelo menos vai-se esbatendo e verifico que à medida que me afasto em relação à minha residencia, as pessoas parecem ser mais cordeais e gentis e aquelas que se habituaram com a minha rotina diária nos sítios que frequento, parecem ficar genuinamente satisfeitas quando me veêm chegar e a senhora simpática que me lança o bom dia com um largo sorriso, noutra circunstância, bem poderia ser a mesma que entreabre a porta ao lado da minha quando saio ou entro na esperança de encontrar naquele momento assunto que faça preencher o dia.

quinta-feira, 27 de março de 2008

"Hamlet, Heterónimos, Pessoas" - Malaposta

Fotos feitas durante o ensaio geral...
Como conciliar, de forma genial, Hamlet, os Heterónimos e Pessoa. No início a dúvida, depois, a rendição. E, sempre, a dificuldade entre fazer as fotos ou ficar, simplesmente, a apreciar o texto, o teatro. E a música é fabulosa. Um obrigado a todos.
Paulo Martins
Paulo Martins

Ensaio Geral "Hamlet, Heterónimos, Pessoas..."

Vizinhos... os meus.

Chego a casa. Ou antes. Chego ao meu prédio. Introduzo a chave na fechadura, empurro a porta que continua um pouco descaída. Vou ver o correio. Contas e publicidade. As cartas-tempos-modernos. Dirijo-me ao elevador enquanto as vou tentando abrir. Apercebo-me, então, que as luzes dos dois elevadores se encontram acesas. Avaria? Olho pelo estreito corredor que aponta para a clarabóia e oiço os sons de móveis que se arrastam, de conversas vira agora para aí espera espera um pouco vamos descansar uns minutos. Apercebo-me dos novos vizinhos. Não se importam de libertar um elevador para poder subir claro claro desculpe. Antes de entrar no elevador, espero que o meu vizinho veja o seu correio para com ele poder partilhar aquele espaço tão exíguo. Em casa finalmente é verdade qual é mesmo o andar o tempo está terrível outra vez boa noite e até amanhã gostei de o ver. Conversas breves, entre pessoas que já partilham aquele espaço há tanto tempo. O elevador, entretanto, vai cumprindo o seu papel repetitivo e árduo. As saudades daqueles vizinhos, agora, outros, surgem, subitamente. A profissão, a companhia, a morte. Eis-me no meu andar. Abandono o elevador que já caminha apressadamente para outro. Por breves momentos observo os tapetes que se encontram na porta. Uma paisagem marítima, um outro com desenhos geométricos, outro sem nada. Neste, o saco do lixo, seu cúmplice, leva-me a uma antipatia pelo vizinho que há pouco se mudou para ali. No fundo, formas de ser que nos convidam logo a entrar. Ou não. Enquanto observo, distraidamente, os tapetes, o choro de um bebé torna-se marcante. A fome, as cólicas? O vizinho mais novo do prédio. Que futuro? Serão outras preocupações. Sorrio. Recordo a surpresa da amizade por causa da administração do prédio. A cumplicidade crescente dos vizinhos-amigos, dos programas de computador que se precisam, das trocas de dvds e cds e do apoio no momento da aflição. E já leste aquele livro não tenho que to emprestar. Do desabafo dos problemas quotidianos. A lâmpada do corredor está fundida. O ser-chave dança agora ao som de um mecanismo que se quer fluido. Percorro as divisões da minha tranquilidade-última. No andar de cima, oiço os berlindes que caem no chão, seguido do ralhete da mãe já te tinha avisado que isso ia cair tudo e a criança que grita eu não consigo tirar o berlinde debaixo do móvel é bem feito agora aguenta. Surgem, no andar de baixo, as discussões que não se querem ouvir e que acabam por nos preocupar. As paredes são indesejadamente estreitas. Abro a janela para que os sons da rua anulem este barulho. Entram, violentamente, alguns que me despertam o desespero. Vozes demasiadamente populares, outras que procuram a construção de uma sociedade feita à sua medida, acompanhadas de ritmos diversos. Olho para outras janelas-vidas. Aquela parece ter a mesma disposição da minha casa. Como estarão distribuídos os vários objectos? As luzes vão-se apagando. É tarde. Amanhã parto de férias. A cópia da minha chave foi deixada no vizinho-amigo no caso de acontecer alguma coisa e dá uma vista de olhos enquanto estou de férias, pelo sim pelo não e se não te importares rega-me as plantas basta uma vez não é muito tempo vai descansado diverte-te. Deito-me. Vou ouvindo os silêncios do meu prédio. Dos meus vizinhos. Estão lá sempre. Como as sombras.
Paulo Martins

Hamlet, Heterónimos, Pessoas

Um abraço à turma: João Vasco

quarta-feira, 26 de março de 2008

A solidão dos vizinhos

Algures a caminho de Sintra, entre Lisboa e Rio de Mouro, moram os meus vizinhos. Durante três dias seguidos a contar do Domingo de Páscoa, da minha janela, por duas a três horas de cada vez, observei e registei os seus movimentos. Escassas décimas de segundo de vidas, que só por si nada nos dizem mas, na sua unidade, expressam como passámos do “viver com”, para apenas vivermos “perto de”.
Eles e elas, em passo apressado ou tranquilo, passaram junto ao meu prédio, normalmente sozinhos, às vezes, poucas, em família. Vizinhos com vizinhos nunca assisti, excepto as crianças, que aproveitando a pausa escolar brincavam juntas e com tempo para si e para os seus amigos. Os meus pares (chamam-se adultos) quando se cruzavam não paravam, raramente um bom dia, apenas um olhar rápido, às vezes. Vidas adjacentes que se ignoram.
No meu bairro o espaço público revela-se apenas um sítio de passagem, corredores que nos levam ou trazem do supermercado, para ou do trabalho, ou um simples passeio ao centro comercial, por exemplo. No subúrbio onde moro há vizinhos, mas não há vizinhança, há pessoas mas não se conhecem, há um território comum onde se vive só.
No bairro onde vivo tenho saudades do bairro onde nasci, um lugar onde o meu passo era permanentemente interrompido por um vizinho que me interceptava para um “bom dia, como vais?”, “tomas qualquer coisa?”, “como vai o teu pai?”, “já resolveste o problema do teu emprego?”. No bairro onde nasci havia vizinhos.
(desculpem a imensidão do texto)
João Vasco

terça-feira, 25 de março de 2008

Módulo de Fotografia de Espectáculo

Podem ver no link fornecido
as informações sobre o espectáculo (concerto poético)
que se vai fotografar nesta próxima sessão
[26/03/2008].

sábado, 22 de março de 2008

módulo de nú exterior / paisagem

segunda-feira, 17 de março de 2008

Saída a Coruche

Para recordar a ida a Coruche.
Saída em conjunto com o Curso de Iniciação.

quarta-feira, 12 de março de 2008

elemento

do Lat. elementu
s. m.,
tudo o que entra na composição de alguma coisa;
cada uma das partes de um todo; indivíduo considerado como parte de um grupo; substância que não se pode decompor;
(...)
ambiência ou meio em que se vive; (...)

segunda-feira, 10 de março de 2008

... porque a paisagem é...

...ser-testemunha.
...ser-mundos-outros.

Paulo Martins

sábado, 8 de março de 2008

Ainda o nu em estúdio

sexta-feira, 7 de março de 2008

... a brincar... com retratos.

Estava cheia a loja. Encostei-me a uma coluna e fui observando as pessoas. Era curiosa a forma como cada um olhava para as máscaras. Por momentos, perdia-se a noção de quem olhava quem. Naquele movimento, apercebi-me do olhar daquela menina que me sorria timidamente. Ao seu lado, o avô, bonacheirão, fingia-se distraído, permitindo que a neta conversasse com aquelas máscaras que convidavam à contemplação. Ao lado, o irmão, estranhamente vestido, procurava algo. O segurança da loja, sempre sisudo, cumpria a sua difícil tarefa, evitar que algum objecto fosse inadvertidamente retirado do seu local. “A seguir?” Era a minha vez. Caminhei para o balcão. Toquei, sem querer, aquele avô que orgulhosamente agarrava a mão da neta. “É o sorriso mais lindo do mundo, não é?” pareceu-me ouvi-lo dizer. E saíram.
Terminei esse dia no Bairro Alto, entre vozes dolentes e guitarras que choravam naufrágios distantes. Há dias assim. Plenos. Porque há sorrisos que nos marcam.
Não é?

Paulo Martins

... ainda o nu em interiores...

As dúvidas eram muitas: um rolo cuja validade expirava em 2003 (e puxado a 800 ISO!), a luz que de vez em quando entra na máquina e a minha velhinha máquina Yashica FX3 (há qualquer coisa de Bond nesta sigla...) que não via há mais de um ano. Ficou esta foto, de entre várias e a vontade de voltar a fazer fotografia com rolo.
Viva o filme.
Paulo Martins

... o grande formato...

Faça-se luz... e a luz fez-se.
No princípio a dificuldade em perceber a própria máquina (que ainda existe um pouco). Depois, o conhecimentos das chapas. A seguir, a fotografia. A experiência do laboratório - fabulosa - e a magia de ver surgir, ali mesmo à nossa frente a luz-formas. Uma das melhores experiências no curso.
Fica o percurso.
Paulo Martins

... entre a paisagem... e o nu...

Um obrigado a todos pelo apoio e pela constante boa disposição.
(e pela paciência da modelo)...
Paulo Martins

quarta-feira, 5 de março de 2008

O Fotógrafo e a caixinha mágica.

Saída fotográfica - Módulo de Paisagem / nú

imagens captadas em estilo livre num ambiente de descontração e convivio.
foi um dia bem passado, obrigado a todos.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Saída do Módulo de Paisagem e de Nu

Imagens de Max Vieira (estagiário do IEFP).
Imagens obtidas no Módulo de Fotografia de Paisagem e de Nu.
Ver Imagens AQUI

domingo, 2 de março de 2008

sábado, 1 de março de 2008

Baía

Arlindo Pinto

So, what's up?

Arlindo Pinto

Ruby Tuesday

Arlindo Pinto

Lady Jane

Arlindo Pinto

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O Fado

Fotografia final do módulo de nú inspirado no quadro "O Fado" de José Malhoa Estudo de iluminação para o módulo Ao Luís Rocha - Co-Produtor deste projecto, ao Pedro Leitão -o Guitarrista, à Tânia Araújo - a minha primeira modelo a sério e à nossa modelo de nú - pela cooperação e muita paciência - muito obrigado

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Orgulho no passado

Açude da Agolada - Coruche

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Desta vez houve mesmo sessão!

Antígona - As fotos do espectáculo

...por falta de tempo só agora chegam as minhas imagens. Para breve os retratos do espectáculo.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

maternidade



s. f.
,
estado ou qualidade de mãe(...).

s/t

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Módulo de Nú

Esta fotografia não teria sigo possível sem a ajuda de uma Canon, de um projector e do Photoshop.
Embora, tenham sido importantes, foi fundamental a presença da modelo, do Luís Rocha e do Paulo Martins. E, não posso esquecer do contributo inspirador e gráfico do pintor Hans Baldung Grien (A morte e as idades do Homem, 1540, Museu do Prado).
JCF

Vazio

Quando caminhamos em direcção ao vazio, carregamos não só o passado, submetido à Ordem Temporal, como também os espectros do Caos vindouro.
JCF

Módulo - nu

As fotos foram feitas tendo em conta dois dos quadros de Modigliani.
A edição das imagens foi feita com o apoio do Photoshop (que continua a dar algumas "dores de cabeça").
Um obrigado à M.
Paulo Martins

modulo de nu em estúdio

mistura de varias tecnicas na aplicação de cromas em processamento digital.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Aquilo que procuravamos

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fado - José Malhoa

Na ausência da modelo contratada, ao estilo de improviso, uma interpretação de o "Fado".

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Saída fotográfica

D.Rosa, ansiã de Vila Nova de Erra, foi de uma simpatia enorme ao deixar-se fotografar. Olhos-nos-olhos, tenho o previlégio de apreciar a serenidade no rosto de quem já muitos invernos passou. O Sr.Lopes contou a história da vila, de tempos idos, dos seus gostos e desgostos na infância, na juventude e na velhice. Aos oitenta e dois anos é dono de uma vivacidade e lucidez impressionante. O tempo passa e as paredes ruem, mas a sua amizade e companheirismo sao inabaláveis. Na sua simplicidade percebi um pouco mais da arte de envelhecer. Casal Pereira frente à sua laranjeira. Foram calorosos ao receber todos os que quiseram entrar no seu quintal, a D.Margarida Pereira ofereceu o que à mão tinha. Apesar de não ter havido o tempo necessário para "descontrair" nem as condições ideais para registar o simbolismo do momento à 1ª. "Tasca da Jinginha" -Foi assim o nome pelo qual eu registei mentalmente a casa onde o Sr.Manuel é o proprietário, depois de ter encontrado em dois pequenos cálices de espesso rubi uma agradável sensação de calor e na cara de quem recebe vi a satisfação por ter a casa cheia e alegre, com pessoas vindas de fora. O Joao e o Pedro são compinchas de brincadeira, juntos percorrem a velocidades super-sónicas, num mundo de fantasia, as ruas dos avós dos seus avós que agora são suas. Esta menina estava enroscada de vergonha no refugio seguro das pernas do avô , havia muita gente apontar na sua direcção, todos reclamavam a sua atenção. Quando estava a desistir disse-lhe: adeus menina tangerina - ela virou-se. Panorâmica do açude de Coruche.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Par nº 2

Arlindo Pinto

Par nº 1

Arlindo Pinto

Sagres, Lexivia e Gresso!

Arlindo Pinto

Cogumelo 17

Arlindo Pinto

Saída a Coruche - Cromo nº 3

Arlindo Pinto

Saída a Coruche - Cromo nº 2

Arlindo Pinto

Saída a Coruche - Cromo nº 1

Arlindo Pinto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

a few more...

Ah, pois é!

Antígona, n'A Barraca
(Clicar no título para ver mais fotos)
Arlindo Pinto

Ensaio n'A Barraca II (Geral)

Ensaio n'A Barraca I

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Antígona / Ensaio Geral

Vinte e seis séculos depois "Antígona” de Sófocles ainda ilumina o nosso tempo...
'que mal poderá haver maior do que este?'
Pedro Leitão / Ana Nunes

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Antigona, de Sófocles - ensaios n' A Barraca (parte II)

"Nao nasci para odiar, mas sim para amar."

Obrigado!

Paulo Martins

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Antígona, encenada por Maria de Céu Guerra

Fotos de ensaio

domingo, 27 de janeiro de 2008

Espectáculo: “Passos Contados” de/por Maria Radich

Espectáculo de Dança Contemporânea que aconteceu este fim-de-semana na Casa de Teatro de Sintra integrado no ciclo de dança 4 estações. Aqui fica mais um conjunto de imagens referentes ao módulo espectáculo.

Antígona, de Sófocles - Ensaios n' A Barraca

Entre a paixão do teatro e o da fotografia... Três fotos que dificilmente mostrarão a força de tudo o que se viu. É assim o teatro. Paulo Martins

domingo, 20 de janeiro de 2008

Estórias Aluadas pelo Tapafuros

O grupo de Teatro Tapafuros tem em cena, na Quinta da Regaleira, em Sintra, a peça infantil "estórias aluadas" encenada por Rui Mário. Interpretação de José Redondo, Rute Lizardo e Samuel Saraiva.
Fotos de João Vasco

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Antígona

Ensaio fotográfico no de teatro.

ANTÍGONA - brevemente n' A BARRACA

Arlindo Pinto

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Matilde

Excalibur - Light session

A ajuda foi preciosa para controlar a luz e obter uma imagem equilibrada (julgo eu).
JCF

Sessão na Bica

Imagens do passado... dia 20/11/07, no Baliza Café Bar. As estrelas foram todos, incluindo o equipamento. JCF

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

matilde

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Módulo de Iluminação

Um pouco atrasada e com o apoio de todos os colegas, deixo a fotografia final do Módulo de Iluminação.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Mais Retrato!

Aqui está o meu contributo para o blog com as fotos que fizemos na sessão de retrato. Seria bom uma sessão de exterior também. fica sugestões aos nosso orientadores;-)
ass: Alípio

sábado, 22 de dezembro de 2007

Sessão de retrato

Estas são algumas das fotos realizadas na sessão de retrato, espero que goste a modelo e gostem vocês também.
Apesar de ainda estar no estúdio pouco à vontade e desconhecer a causa-efeito de muito do equipamento, valeu neste caso, alguma paciência e dedicação na pós-edição em que conjugei o novo conhecido "Lightroom" e o fiel amigo "Photoshop".
Pedro Leitão
Ana Teresa

Retratos de Matilde

Ver também em http://www.1000imagens.com/foto.asp?idautor=763&idfoto=342&t=&g=&p=

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

... retrato(s)...II

...retrato(s)...

Aqui vão alguns cliques da sessão com a modelo Matilde Ferreira. Foram algumas as dificuldades sentidas com a iluminação, resultado de novos caminhos que se querem percorrer com muita paixão. A vida é uma aprendizagem constante... e o Lightroom deu a sua ajuda, agora. Desejam-se críticas para que o processo continue a funcionar. Fiquem bem. E um muito obrigado à Matilde!
Paulo Martins

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

MEFLUX 645

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

My Precious...

Smeagol
Aliases: Gollum, Trahald, Slinker, Stinker.
Date of Birth: 2430 T.A.
Race: Hobbit of the Stoor strain.
Height: between 3-4 feet, when not hunched over.
Date of Death: 3019 T.A.
Alignment: Evil.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Jogue pelo seguro

Hoje celebra-se o Dia Mundial contra a Sida e esta minha imagem é para todos nós. Abraços.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

...no Baliza Café...

... making of...
... plai it again, Sam!
(Um obrigado especial à Sara, pela disponibilidade.)
Paulo Martins

terça-feira, 27 de novembro de 2007

bancada

Não tendo sido particularmente activo no módulo de iluminação até devido a me ter ausentado para fora de portas durante uns dias mas não querendo deixar de contribuir para colocar no blog do curso umas fotos que em tempos fiz neste género e ainda aproveitando a valiosa audiência e visibilidade que este blog tem, partilho convosco uma foto que se enquadra no que estivémos a tratar por esses dias salientando que a iluminação mais não é que um candeeiro de secretária com uam luz tipo fluorescente bem menos quente que o tungsténio. Claro que o RAW ajudou. Abraços. Até Logo. Alípio

A LUZ NO BALIZA II

Arlindo Pinto

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A LUZ NO BALIZA

Arlindo Pinto

Trabalho de campo

Fotos obtidas no Baliza Café Bar no âmbito do módulo Iluminação em Estúdio e em Exterior.
Um abraço
João Vasco

Trabalho no âmbito do módulo iluminação

Um abraço do João Vasco

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Sessão de Iluminação | Baliza Café Bar

Imagem realizada na sessão de Iluminação de Interiores
Módulo de Iluminação.
Autoria da fotografia: fotografia do conjunto da turma.
Agradecimentos especiais à Baliza, à Sara e ao Bruno.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Apesar de ausente...

...fiz algum T.P.C.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Construção Pinhole - Imagens de Luís Antunes

uma ou outra experiência com luz...

Fotos tirada na última sessão. Ficaram as sombras no fundo da peça, que poderiam ser retiradas se existisse, por exemplo, uma placa de acrílico, com luz por baixo. Ficou a intenção e a vontade de fazer melhor.

... making of...

Paulo Martins

Módulo II / Iluminação

O estudo do assunto abordado neste módulo, revelou-se muito mais complexo do que aquilo que aparentava ser. Em fotografia de iluminação controlada, a partir do momento que se define o que se quer fotografar e como, está à partida determinado o que vai acontecer, o equipamento / acessórios (de estúdio), a disposição e distribuição da luz. O motivo fotográfico vs recursos, determina o resultado final. Esta foi a minha escolha.

domingo, 11 de novembro de 2007

Experiências de 5º Feira

Com duas fonte de luz (visíveis)

Uma experiência pouco conseguida

O desafio era difícil, mesmo assim esperava mais.
Um abraço
João Vasco

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

aos teus pés

Foto retirada de uma das cenas de "A BíBlia (...)" da Companhia Teatral do Chiado que assim repete a receita das Obras Completas de Sakespeare (...) que já vai para 12 anos em cena. Sessão de Fotos numa das sessões de ensaio desta peça com "fotógrafos MEF".
AP

terça-feira, 6 de novembro de 2007

"Lensless beauty"

Depois de nos libertarmos das nossas limitações, dos condicionalismos tecnológicos, dos preconceitos contra os métodos dos outros e da mania de darmos títulos às fotografias, fica a suprema magia do perpetuar o instante.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Módulo Fotografia de Autor

Descritor possível para trabalho de Luís Antunes

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Pinhole

A Pinhole construída na sessão de dia 28 de Outubro de 2007

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"MORABEZA"

Artist Statement Com a presente narrativa - “Morabeza” - João Cláudio Fernandes propõe-se abordar o contexto social e cultural do Bairro da Cova da Moura. Em Maio de 2007 visitou o bairro, participando numa iniciativa chamada “Sabura” – Turismo social no Bairro Cova da Moura – promovida pela Associação Cultural Moinho da Juventude. As fotografias foram a forma encontrada para falar aquilo que as palavras não conseguem revelar. O fotógrafo evidencia os aspectos positivos de uma comunidade africana imigrante, na sua maioria Cabo-verdiana, estigmatizada pela comunicação social que confunde acontecimentos pontuais e fracturantes com um quotidiano e vivências normais de uma comunidade que há alguns anos se fixou nesse local. Desta forma, as imagens, em enquadramentos simples e directos, são um desafio a uma campanha de difamação com interesses imobiliários na reabilitação do bairro, uma vez, que este se encontra num local estratégico bem situado às portas de Lisboa. O autor ao retratar os acontecimentos do dia a dia desta comunidade estruturada como uma pequena cidade, onde existem diversas profissões implantadas no ritmo de funcionamento quotidiano, procurou realçar e valorizar um enorme património cultural e humano escondido aos olhos do público em geral. Por consequência o título dado a esta narrativa – “Morabeza” - em crioulo, que significa acolhimento, hospitalidade, foi propositadamente escolhido como meio de interpelação ao preconceito que tantas vezes cria cisões na nossa sociedade. “Morabeza” pretende criar no público um estímulo, um questionamento e uma provocação para olhar a vivência humana destas gentes com outros olhos.
João Cláudio Fernandes

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Verde escuro

O caos de Odivelas desinspirou-me. Estivéssemos no sec. VIII a.C e guiássemo-nos pela mitologia grega e o caos poderia ser um “vazio primordial de carácter uniforme, ilimitado e indefinido que precedeu e propiciou o nascimento de todos os seres e realidades do universo”*. Mas este é um caos actual e, irremediavelmente contemporâneo. Contemporâneo e omnipresente em alguns subúrbios de cidades como Lisboa. Um caos de betão e que aniquila o verde que, aqui e ali, se esforça en nome de uma esperança de outros futuros mais equilibrados. Um equilíbrio que se perdeu para sempre. Um verde que só um olhar exigente pode notar. Viver rodeado desta desarrumação turva o olhar e as ideias. Serão alguma vez os blocos de betão arrancados para a plantação de árvores? À sombra deste prédios vivem-se rotinas que engolem o tempo e as energias que poderiam tornar este caos numa oportunidade. Alípio Padilha ____________________ *in Diccionário Houaiss de Língua Portuguesa

nota: bem diferente do que apresentei na aula bem sei. de entre as fotos tiradas naquele dia eliminei as que não continham nenhum verde residual substituindo-as por duas que o mantêm dificilmente focado. a inspiraçao esvai-se tal como o quase ausente verde. ;-). boas Fotos e sempre olho Vivo!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

IDADE DO PLÁSTICO

Cada época humana pertence a uma denominada Idade histórica. Possivelmente, a Idade Contemporânea neste século XXI deu lugar a uma nova era. Hoje, o homo sapiens plasticiza-se em homo digitalis, mestre e escravo da tecnologia e das comunicações. Um mundo onde o acto de comunicar está em revolução. Tal como os instrumentos que usamos, de fácil consumo e rapidamente descartáveis: massificados e de plástico. Os jovens, como agentes privilegiados do processo, chamados de “geração do polegar”, dão uma nova ordem ao velho teclado da máquina de escrever e em explosões de criatividade, criam novos símbolos e novas formas de comunicar. Breves ligações (algumas descartáveis, como as embalagens que envolvem os bens materiais da cultura urbana ocidental), sem profundidade ou identidade visual que nos remete para a seguinte questão: -Consigo conhecer o meu amigo, ou interlocutor pela orelha ou pelos sapatos calçados? Este desconhecimento parcelar denuncia o pouco que conhecemos dos que nos rodeiam. E, numa fila de identificação fotográfica conseguimos todos conhecer as nossas partes físicas ou de vestuário, semelhantes a tantas outras? Numa conversa SMS, as inúmeras parcelas constituintes, removidas do seu contexto, podem ser tanto suas como minhas. Identidade? Individualidade? “Ser ou não ser, eis a questão”.
JORGE AC FIGUEIREDO

do Latim vitiu



do Latim vitiu
s.m.,(...) acção indecorosa que se pratica por hábito;(...) dolo(!)

Compulsivo, descontrolado, sem consciência ou necessidade. Instinto natural, o desejo de possuir, procurar sentidos. Expressões físicas do Eu.


Reflexos de personalidade. Busca eterna de estímulos externos.
O prazer é tão fugidio quanto o desejo primário.

Extenuante!

Sentir falta de tudo e ao tê-lo, sentir que ainda não era o tudo, e recomeça a busca, mais intensa, mais vincada.

O falso prazer, os falsos sentidos das verdadeiras emoções mascaradas de exacerbadas intenções.

Conforto magoado por (de)feito próprio.

Filipa Rodrigues

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Movimentos urbanos

Este trabalho é fruto de dois desafios: realizar um projecto fotográfico consequente, uma série de fotografias com uma narrativa própria e, ao fazê-lo, utilizar técnicas fotográficas alternativas.
“Movimentos urbanos” aborda esse movimento, quase automático, que transforma as cidades em formigueiros gigantescos, onde as pessoas seguem umas atrás das outras sem se conhecerem, entrechocam-se sem pedirem desculpa, olham-se sem se falarem, conquistam o espaço ao vizinho sem pestanejarem.
A escolha da fotografia estenopeica (pinhole) tira partido das suas principais características. A profundidade de campo extrema faz com que todos os planos sejam apresentados por igual e os longos tempos de exposição fazem com que todo e qualquer movimento apareça escorrido, salientando assim o contraste entre a pedra e a vida.
Mário Félix

Watch(in') Time

Vivemos realmente o tempo, ou ele foge-nos por entre os dedos?O relógio condiciona inexoravelmente o nosso quotidiano. Voluntariamente ou arrastados, vivemos o dia-a-dia com “falta de tempo”, recorrentemente verbalizando que “tempo é dinheiro”. Contudo, desaproveitamos tempo e perdemo-lo efectivamente, extraviados num mar de superficialidades, apanágio da “vida moderna”, das grandes cidades e das catedrais do consumo.Também sabemos que o “tempo foge”, que não se regenera, que jamais poderá inverter a sua implacável marcha. Mas, mesmo sabedores de tal facto, caímos no insensato logro de pensar que o mesmo não finda, nem se nos acaba jamais. Quedamo-nos, dessa forma, numa letargia em que apenas olhamos insistentemente para o relógio que marca o compasso diário da pauta que constitui a soma dos nossos dias, divisando incrédulos o tempo que passa.O relógio marca o tempo e nós, seus senhores, limitamo-nos a vê-lo passar, displicentemente.O trabalho que agora se apresenta, visa abrir portas à reflexão sobre a efemeridade do tempo e a necessidade de o viver intensamente, como se cada dia fosse o último e o relógio pudesse parar logo ali.

Arlindo Pinto

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

(o) olhar(es) (dos) livros...

Sair de casa. Raramente o faço sem um livro. Sem ele(s), a vida torna-se um vazio. Vazio de mundos. Vazio de outros. Acto solitário, gosto, depois, de o tornar cúmplice de tantos outros. Nas conversas com amigos, na leitura de pequenos excertos cuja autoria anseio, no simples olhar, no dedo que vai beijando as folhas.
O livro é, assim, o companheiro de viagem. E como qualquer companhia, o livro cresce na medida de circunstâncias. A água que jorra de uma fonte, bailando ao som do vento, a pomba que me assusta ao passar rasante, a sedução ondulante das pedras e da água. O sinal de trânsito que não me deixa avançar.
E na intenção inicial de me isolar, de conhecer mundos-pessoas-outras, a realidade que quero invisível torna-se – surpreendentemente – mais consciente. Afinal, sempre lá esteve.
E é reconfortante, tranquilo… o abraço.

sábado, 20 de outubro de 2007

Ramadão - Módulo fotografia de autor

Num mundo dos homens
Oração das 21
Um entre muitos Oração da Quebra do Jejum
Ser tocado pelo Imã e partir
Artist statment
Andar por aí a tropeçar nas linhas, nas cores, nos tons, nos contrastes, nos objectos, nas pessoas, especialmente nas pessoas. Andar por aí e parar, olhar, contemplar e registar.
Com a câmara fotográfica volto a ver, reenquadro, selecciono, elimino, comprometo-me, assumo a minha parcialidade, humanamente desfocada. Com as lentes que escolho, pinto a minha realidade como a sinto, e deixo entrar a luz mais depressa ou mais devagar, na procura de ritmos escondidos.
Andar por aí e contar estórias, inventando ficções, procurando encontrar o que não vejo. Foi também assim em Lisboa, decorria o ano de 2007, estávamos no final do Ramadão.
- O Ramadão -
João Vasco

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Modulo I / fotografia de autor

Pedro Leitão
Ana Nunes

artist statment

A forma como interpretamos e interagimos com o que nos rodeia, através do que nos é passado e do que tomamos como certo através da experiência adquirida, projecta o que realmente somos.
O posicionamento cronológico, mostra algo que é imutável e igual para todos, dependendo desse posicionamento há sempre duas verdades, que anulam a individualidade e a transformam numa simples definição.
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Como viveram muito e foram muitas vezes enganados pelos outros e por si pensam que nada sabem, duvidam, dizem sempre talvez. Têm mau humor, pois vêem as coisas do pior prisma; são desconfiados por incredulidade e incrédulos por experiência. Amam pouco e não sentem ódio por nada; cumprem o preceito de Bias; amando como se viessem a odiar e odiando como se viessem a amar. São pusilânimes, por terem sido humilhados pela vida; não desejam nada de grande; desejam, sim, o que é útil. Não são generosos, pois a propriedade é necessária e eles sabem que difícil adquirir e fácil perder. Receosos, assustam-se com tudo; porque têm tendências opostas às dos jovens, são frios quando aqueles são ardentes; assim a idade abre-se-lhes ao receio, que é afinal, falta de entusiasmo. Amam a vida e sobretudo o último dia, porque se deseja sempre o que se não tem. Demasiado egoístas, o que é também pusilanimidade, vivem mais para o interesse que para o belo; com efeito, interesse é o que é bom para si próprio e o belo é simplesmente bom. Não se envergonham de nada que façam, pois não crêem que o belo tenha o valor do útil, e desprezam completamente as aparências. Têm pouca esperança, pois têm experiência: com efeito, a maioria dos acontecimentos são aborrecidos. Têm medo, vivem mais da lembrança que da esperança, pois o tempo que lhes resta para viver é breve e o passado é longo; por isso contam vezes sem fim o que lhes aconteceu na vida, repetindo as coisas. As suas cóleras são grandes mas sem força, porque as suas paixões são agora fracas; não é a paixão que os move mas o interesse. E parecem assim moderados, com as paixões dominadas pelo interesse. Guiam-se mais pelo raciocínio que pelo sentimento, porque o pensamento relaciona-se com o que é útil e o sentimento com as virtudes. Se por ventura são injustos, são-no intencionalmente. As pessoas de idade sentem por vezes piedade, mas não pelas mesmas razoes que os jovens; estes sentem-na por amor aos homens; aqueles por fraqueza; pensam que esse mal os vai tocar também e têm pena então. Também são queixosos e sem alegria: lamurias e contentamentos opõem-se. É assim o carácter dos velhos.
"Teofrasto – a retórica sobre os velhos"